HiSTÓRiA DE UMA GATA DE 23 ANOS |1|

Vivian conta como a gata Kika mudou sua vida
Até 1980 convivi muito pouco com gatos. Cachorros sempre foram meus companheiros desde a infância. Moro no Rio de Janeiro, e me mudei para a beira da praia, na Avenida Epitácio Pessoa, no Leblon, ao lado de um restaurante. Aluguei o apartamento de um conhecido depois de uma visita rápida à noite. Eu trabalhava até altas horas e contratei alguns homens para pintar e limpar o apartamento. Finalmente me mudei. Meia hora depois de ter me instalado e gasto as poucas economias que tinha na mudança, descobri que o apartamento era habitado por um numero infindável de camundongos. Passei semanas sem dormir direito, apavorada com os invasores da minha casa e, claro, um dia tive um ataque de nervos no trabalho.

Kika bebê e com 22 anos

Nesse momento uma outra funcionária, Marcia, entrou na sala e quis saber o motivo de tamanha cena: meu choro convulsivo e a tentativa de meu chefe pra me acalmar. São os camundongos! Marcia riu e prometeu que resolveria o problema. Era sexta-feira. Como prometeu, cumpriu, e segunda-feira chegou com um saco de papel de pão. Dentro, um gato quase menor do que um rato, muito feio, magro e cheio de pulgas. Olhei aquele bichinho e não me contive: QUE COISA MAIS FEIA! E o gatinho ganhou o nome Kiko, "que coisa mais feia".
Os camundongos sumiram e a cada dia o meu "gatinho" ficava mais cheio de intimidade comigo. Onde eu ia ele vinha atrás...

Continua em Kika, a conquista