| Vivian conta como a gata Kika mudou sua vida | ||
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Até 1980 convivi muito pouco com gatos. Cachorros sempre
foram meus companheiros desde a infância. Moro no Rio de Janeiro, e me
mudei para a beira da praia, na Avenida Epitácio Pessoa, no Leblon, ao
lado de um restaurante. Aluguei o apartamento de um conhecido depois de
uma visita rápida à noite. Eu trabalhava até altas horas e contratei alguns
homens para pintar e limpar o apartamento. Finalmente me mudei. Meia hora
depois de ter me instalado e gasto as poucas economias que tinha na mudança,
descobri que o apartamento era habitado por um numero infindável de camundongos.
Passei semanas sem dormir direito, apavorada com os invasores da minha
casa e, claro, um dia tive um ataque de nervos no trabalho. | ![]() Kika bebê e com 22 anos ![]() | Nesse
momento uma outra funcionária, Marcia, entrou na sala e quis saber o motivo
de tamanha cena: meu choro convulsivo e a tentativa de meu chefe pra me
acalmar. São os camundongos! Marcia riu e prometeu que resolveria o problema.
Era sexta-feira. Como prometeu, cumpriu, e segunda-feira chegou com um saco
de papel de pão. Dentro, um gato quase menor do que um rato, muito feio,
magro e cheio de pulgas. Olhei aquele bichinho e não me contive: QUE COISA
MAIS FEIA! E o gatinho ganhou o nome Kiko, "que coisa mais feia". Os camundongos sumiram e a cada dia o meu "gatinho" ficava mais cheio de intimidade comigo. Onde eu ia ele vinha atrás... Continua em Kika, a conquista |