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Ele sempre chega como o pai do Bambi no incêndio na floresta:
é o rei, não tem medo de nada. Nem de cachorros, outros
gatos, água... Seu nome é Jean. É irmão
do Mini. É o gato que sabe tudo de mim, o que sinto. Também
é sem vergonha e mijão. Sonho
às vezes com ele. Um sonho: moro sozinha numa casa de madeira
perto de um pântano, parece o bayou, Louisiana, esses lugares
do sul dos EUA. Dois ladrões armados me ameaçam. Um
homem pula do alto de uma árvore e os mata com as próprias
mãos. Esse homem é o gato Jean.

Sonho outra vez que viajava por uma terra desconhecida, com árvores
enormes e casas antigas. Procurava um endereço e vagava de
cidade em cidade, de taxi, de barco por um rio largo, completamente
perdida. Entrei num trem cheio de gente fantasiada. Ninguém
falava comigo... era como se eu nem existisse para aquela gente.
Olhava a floresta passar pela janela, desanimada, quando chegou
um homem tão alto que eu não via seu rosto,meio nublado
como entre nuvens. Esse homem me ensina o caminho certo, eu estava
salva. Agradeci e aí vi seu rosto, era o gato Jean.
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