O Clube dos Gatos

Atualizado: 11 de Abr de 2019


A cidade dos gatos se organiza, além das propriedades particulares de cada bichano, em campos de caça, pontos de encontro e terras de ninguém, geralmente ocupadas por cachorros. Há uma rede organizada de caminhos e estradas que entreliga todos esses lugares. Alguns caminhos pertencem a um só gato, outros são caminhos comunitários. Alguns caminhos podem ser usados a uma certa hora pelo GATO A, outra hora pelo GATO B e outra ainda pelo GATO C e assim por diante, num sistema que evita conflitos. Há estradas principais e há regras de tráfego. Por exemplo, qualquer bichano que ande por um caminho principal tem a preferência para atravessar no cruzamento, exatamente como os bípedes humanos fazem, ou deveriam fazer, no trânsito. DEMARCANDO FRONTEIRAS O bichano marca o seu espaço de maneiras que a gente conhece bem: com um spray de xixi - se um gato já fez isso em você, considere um elogio - ou então arranhando... problemas com o sofá? Ao se mudar para uma casa, alie-se ao seu gato desencorajando e apartando as brigas. Os gatos locais, percebendo que o seu gato tem um amigo grande e forte, logo vão ceder a parte dele no pedaço. OS CLUBES Os pontos de encontro funcionam como clubes. Ali, machos e fêmeas se juntam por todo dia algumas horas, em bandos pacíficos, com poucos metros de distância entre cada grupo. Essas reuniões não têm conotação sexual. Quando existem fêmeas no cio há acasalamento, mas os encontros acontecem independentemente disso. Não se sabe por que os gatos se reunem assim. Parece ser parte importante de sua vida social e talvez eles troquem informações de alguma maneira. Ou quem sabe, como os melhores amigos humanos, apreciem a companhia um do outro em silêncio. Os clubes fazem falta aos bichanos que vivem sozinhos em apartamentos. Um gato solitário e entediado pode começar a destruir tapetes, móveis e fazer xixi fora do lugar. Nesse caso é bom procurar a orientação de um veterinário que entenda bem os felinos. do livro The Ultimate Cat, do veterinario inglês David Taylor. Tradução e adaptação: leila maria